Meu nome é Saara, e eu sou um Deserto.

devaneios

Meu nome é Saara, e por causa do vento, eu sou um deserto.

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Mas eu nem sempre fui assim. Quando jovem, eu era uma exuberante savana, e a vida pulsava dentro de mim.  Eu tinha o brilho nos lagos e meus pastos verdes amadureciam, regados por banho de chuva.

"E com o corpo nu e a alma exposta, o calor implacável me torturou."

“E com o corpo nu e a alma exposta, o calor implacável me torturou.”

Mas aí veio o vento, com seu ar autoritário, soprando pra longe aquelas nuvens de sonhos, de chuva, que pairavam sobre minha cabeça.

E com o corpo nu e a alma exposta, o calor implacável me torturou. Dia após dia eu agonizei, queimando e me retorcendo amargurado em meu conformismo, enquanto um pedaço de mim era transformado em cinza, pó, poeira; em areia. Assim, com minhas curvas esfareladas, ele poderia moldar a minha forma a seu bel prazer. Sou considerado o maior do mundo. Mas de que importa. Estou velho e seco, árido e pálido.

Sem vida.

Meu nome é Rafael, e da causa do vento, eu sou um desertor. Mas eu nem sempre fui assim.

"Meu nome é Rafael, e da causa do vento, eu sou um desertor."

“Meu nome é Rafael, e da causa do vento, eu sou um desertor.”

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